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24
Dez 15

Cooperado de Carlópolis aposta em nutrição animal para obter mais retorno na produção de leite




O cooperado José Alves de Souza, de Carlópolis(PR), buscou na Cooperativa apoio para a sustentabilidade da sua atividade leiteira.

 

Preocupado com o baixo desempenho de suas vacas na produção de leite, procurou a assistência técnica da Capal atrás de alternativas práticas, e teve no programa de nutrição animal algumas respostas. Em maio de 2015 iniciou-se um trabalho dedicado que vem apresentando ótimos resultados.

 

“Eu pensava que dieta animal não era algo para nós, pequenos produtores. Achava que ia gastar muito mais e tinha dúvida do resultado. Hoje eu vejo que o balanceamento da dieta das vacas faz muita diferença, e reforço para os colegas que é uma ótima alternativa”, conta o cooperado.

 

IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

Segundo o produtor, as vacas iniciavam a lactação com baixa produção e apresentavam pouca persistência no leite, tendo um declínio precoce na curva produtiva. José também observou que os gastos com inseminação estavam altos, pois  para cada prenhezeram necessárias cerca de cinco inseminações.

Primeiramente foi observado que o problema não era clínico, assim,  após minuciosa avaliação dos dados da propriedade e dos animais, foi constatada a necessidade de mudanças na alimentação dos animais, pois uma dieta mal formulada poderia estar contribuindo com parte dos problemas relatados.

 

“De início o produtor apresentou certa resistência em realizar mudanças na dieta dos animais, com receio de elevar os custos de produção, já que neste primeiro momento o seu gasto com alimentação era relativamente baixo, cerca de R$ 5,59 vaca/dia. Mesmo com baixo custo de alimentação, ele se queixava por obter pouco retorno financeiro”, explica o veterinário da Capal, Marcelo Henrique Giordano Nunes.

 

AVALIAÇÃO DA DIETA ADOTADA PELO PRODUTOR 

O sistema de produção adotado por José é o semiconfinamento, porém, no início dos trabalhos de ajuste nutricional  as vacas não tinham acesso aos piquetes. O rebanho era composto por 28 vacas em produção, oriunda do cruzamento entre as raças Jersey e Holandesa, com média de 14,8 litros / vaca / dia.

A dieta adotada pelo produtor era realizada sem nenhum acompanhamento técnico e os alimentos e quantidades fornecidas eram embasados em conhecimento empírico. As vacas recebiam como volumoso silagem de milho e Napier na proporção 50:50, a porção de concentrado da dieta vinha da ração comercial com 20 % de proteína bruta, fornecida na quantidade de 1 kg de ração para cada 3 litros de leite produzido, e 0,5 kg de milho moído por cabeça dia (Tabela 1).

Após análise laboratorial dos volumosos e avaliação minuciosa da alimentação fornecida, com auxilio de um programa nutricional, foi constatada uma dieta com carências nutricionais apresentando, 11,3 % de proteína bruta e 64 % de NDT (Nutrientes Digestíveis Totais), e altos valores para fibras, com FDN (Fibra em detergente Neutro) de 45,4 %. Se tratando de uma alimentação com baixa proteína pouca energia, o que pode ser explicado pela alta proporção de volumoso de baixa qualidade na dieta das vacas.

 

A formação de dois lotes recebendo dietas formuladas com objetivo de atender as exigências nutricionais de cada grupo teve como resposta aumento considerável na produção leiteira, na ordem de 33,1 %, passando de 14,8 litros de leite/vaca/dia para 19,7 litros/vaca/dia (Gráfico 1).

As dietas passaram a fornecer maior nível de proteína e energia com valores menores para fibra, decorrente ao aumento da participação da silagem de milho e ajustes na porção concentrada com finalidade de aumentar a densidade nutricional da dieta.

 

Gráfico 1

 

 

O potencial genético dos animais, sanidade do rebanho aliado aos cuidados com o fornecimento da alimentação por parte do produtor, foram decisivos para este aumento expressivo de produção. Também foi possível observar melhora na reprodução das vacas, menor repetição de cio e maior número de animais com prenhezconfirmada.

 

“Animais de boa genética, o comprometimento do produtor, equipe técnica especializada cuidando da sanidade e reprodução do rebanho e conforto aos animais são indispensáveis para se alcançar uma boa produção. Todos esses fatores juntamente com acompanhamento nutricional do rebanho, contribuíram para os resultados positivos na propriedade do Sr. José”, reforça Marcelo.

 

ANÁLISE DOS CUSTOS ALIMENTARES E RETORNO FINANCEIRO

É comum pequenas propriedades apresentarem resistência em realizar ajustes nas dietas de seus rebanhos devido ao aumento nos custos, alegando que dietas formuladas são adotadas apenas em grandes fazendas ou até mesmo pelo receio que o técnico tenha interesse somente na venda de ingredientes para a nova dieta. Atualmente a assistência técnica oferecida pela Capal tem como objetivo único as melhorias na produtividade do cooperado e o retorno financeiro da atividade para o mesmo, seja a curto ou longo prazo.

Como pôde ser visto anteriormente, o ajuste na alimentação do rebanho gerou de fato aumento nos custo da propriedade, no entanto, foi seguido pelo aumento da produção e melhor desempenho reprodutivo dos animais. Também é importante lembrar que animais recebendo uma nutrição balanceada estão menos propensos a problemas de saúde, resultando em diminuição de gastos com medicamentos, atendimentos clínicos e descartes por problemas, o que é difícil de mensurar e por isso pode não ser percebido pelo produtor.

 

A prática adotada pelo produtor, fornecendo 1 kg de ração para cada 3 litros de leite é comum na região, porém é importante lembrar que vacas de leite possuem a sua maior exigência por nutrientes e não por volume de ração. Dietas com participação de volumosos de baixa qualidade, exigem que o nutricionista lance mão de uma maior proporção de concentrado (Ração, milho, farelo de soja, etc), para formular uma dieta que atenda às exigências nutricionais da categoria em questão, lembrando que animais de maior produção e em diferentes fases (recém paridas, meio de lactação, final de lactação), possuem exigências nutricionais  distintas.  Devido à dieta praticada possuir grande participação de volumoso de baixa qualidade, sem a devida correção decorrente de pouco concentrado na batida, proporcionava aos animais uma carência alimentar, resultando em baixo potencial de produção e problemas de ordem reprodutiva.

 

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS E DE MANEJO  

O fato da propriedade ter um lote único associada a uma dieta com baixa densidade nutricional, atendia de certa forma os animais de menor produção e fim de lactação, no entanto prejudicava vacas mais exigentes que estavam em uma faze da lactação onde seria necessário um maior aporte nutricional.

O produtor foi orientado a dividir as vacas em dois grupos de acordo com os dias em lactação (DEL) e a produção de leite diária, formando assim o lote 1 composto por vacas com maior produção e menor DEL e o lote 2 com vacas apresentando baixa produção e DEL alto.

Após a formação de dois lotes, as dietas foram formuladas de acordo com as exigências médias de cada grupo. Visando aumentar a densidade nutricional das dietas fornecidas, diminuímos a participação da silagem de napiere aumentamos a de milho, com intenção de alcançar melhor aporte energético e adequar os níveis de fibra da dieta, já que a silagem de napiercostuma apresentar altos teores de fibra (valores em média acima de 70 % de FDN), e baixos teores de energia. A silagem de milho disponível era de média a baixa qualidade, mesmo assim era superior à de napier. Também realizamos aumento da ração e do milho e a inclusão do farelo de soja (Tabela 2).

 

 

ENXERGANDO OS RESULTADOS

Mesmo tendo custo mais alto, a nova dieta a pôde proporcionar um melhor aporte nutricional atendendo às exigências do rebanho e aumentando a eficiência leiteira, tendo como resposta um aumento considerável de produção, que além de cobrir os gastos gerados pelos investimentos na dieta proporcionou lucro ao produtor, em torno de R$ 2,58 por cabeça/dia. (Tabela 3)

Além do aumento de produção, que por si só já viabilizaria os investimentos realizados na nutrição dos animais, como foi dito anteriormente, o produtor passou receber prêmio por volume, por ter ultrapassado a produção diária de 500 litros dia, na ordem de R$ 0,14 por litro de leite entregue ao laticínio. É importante lembrar, que os trabalhos na propriedade ainda não acabaram e terão que ter continuidade enquanto a atividade se fizer presente no sítio.

 

ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL É CONDIÇÃO PARA A BOA PRODUÇÃO LEITEIRA

Algumas propriedades solicitam o trabalho do nutricionista apenas quando apresentam algum problema que pode estar relacionado à nutrição, ou no intuito de aumentar a produção ou reduzir custos. Porém, quando alcançam parcialmente os resultados esperados descontinuam o acompanhamento e praticam a mesma dieta sem ajustes.

A nutrição de vacas leiteiras é dinâmica, os alimentos estão sujeitos a alterações na composição nutricional, as condições climáticas estão em constante mudança interferindo diretamente no comportamento dos animais, as vacas ocupam diferentes estágios durante uma lactação, variando assim suas exigências, os custos dos ingredientes da dieta sofrem aumentos ou quedas de preço tornando viável ou não o seu uso, sendo assim o acompanhamento nutricional do rebanho deve ser constante.

  

 

 






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